Lula mata de rir os africanos
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Lula mata de rir os africanos
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MAPUTO (MOÇAMBIQUE) – “Ô, Guebuza...”.
A
meu lado a rodinha de jornalistas moçambicanos soltou uma gargalhada.
Era Lula num discurso no palácio presidencial em Maputo, na última
quinta-feira, conversando com o presidente daquele país, Armando
Guebuza, na frente de praticamente todo o seu ministério (na foto, os
dois chefes de Estado).
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Alguns minutos depois: “O meu companheiro Guebuza...” Novas risadas dos representantes da mídia moçambicana.
“Aqui
nós nunca falamos assim. É sempre sua excelência, o presidente Armando
Guebuza”, explicou-me um repórter, quando perguntei o motivo de tanta
diversão.
Os
africanos têm uma maneira cerimoniosa ao extremo com seus chefes de
Estado. Ainda há uma dificuldade grande em aceitar que presidentes e
primeiros-ministros são meros servidores públicos que devem prestar
contas à população. A noção predominante, ao contrário, é de que estão
acima do bem e do mal. Em regimes fechados, de homens fortes e
ditadores, é uma questão de sobrevivência guardar uma distância
respeitosa do líder, por mais prosaica que seja a situação.
Não
é por outro motivo que no Zimbábue não se pode nem passar na frente,
ainda que do outro lado calçada, da residência ultra-protegida do
ditador Robert Mugabe. Não é por acaso que na Gâmbia existe uma avenida
inteira no centro da capital, Banjul, permanentemente fechada para o
trânsito, e aberta apenas para o comboio presidencial.
Esse
é um dos motivos pelos quais o Lula (e não sua excelência, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva...) é um sucesso de público quando ele viaja
à África. A seu jeito informal e a seu talento de showman (quando está
inspirado), soma-se a reduzidíssima reverência com governantes própria
dos brasileiros.
Em
Moçambique, Lula estava visivelmente cansado após ter passado por
Espanha e Índia, mas não menos bem-humorado. No mesmo evento com “o
Guebuza”, brincou com Franklin Martins (Comunicação Social) quando ele
foi assinar um protocolo de intenções com seu contraparte local.
“Finalmente arrumaram um papel pro Franklin assinar!”. Virando-se para
Jair Meneguelli, diretor do Sesi: “Vem aqui, Meneguelli, ser
testemunha...”.
Depois
ajeitou a cadeira torta em que iria se sentar o chanceler Celso Amorim.
E era ele a puxar as palmas, feito um adolescente quando quer aparecer
na hora de cantar um parabéns a você.
No
dia seguinte, num encontro com empresários, num discurso cheio de
piadas, reclamou do microfone de pedestal que ia se inclinando para
baixo enquanto falava. “Ou alguém aperta esse microfone ou daqui a
pouco ele vai estar no meu umbigo”. Os moçambicanos se acabaram de rir.
A
popularidade do nosso presidente é altíssima em toda a África, isso não
se discute. Sua mensagem messiânica cai bem num continente cheio de
falsas promessas. Os presentes que ele traz (uma fábrica aqui, um
escritório acolá) são muito bem recebidos, obrigado.
Mas
às vezes parece que, mais do que a substância, o que agrada mesmo aos
africanos é o jeito despachado de um presidente que felizmente não tem
muita paciência para salamaleques. A partir de 2011, com José Serra ou
Dilma Rousseff, o sucesso será o mesmo?
MAPUTO (MOÇAMBIQUE) – “Ô, Guebuza...”.
A
meu lado a rodinha de jornalistas moçambicanos soltou uma gargalhada.
Era Lula num discurso no palácio presidencial em Maputo, na última
quinta-feira, conversando com o presidente daquele país, Armando
Guebuza, na frente de praticamente todo o seu ministério (na foto, os
dois chefes de Estado).
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Alguns minutos depois: “O meu companheiro Guebuza...” Novas risadas dos representantes da mídia moçambicana.
“Aqui
nós nunca falamos assim. É sempre sua excelência, o presidente Armando
Guebuza”, explicou-me um repórter, quando perguntei o motivo de tanta
diversão.
Os
africanos têm uma maneira cerimoniosa ao extremo com seus chefes de
Estado. Ainda há uma dificuldade grande em aceitar que presidentes e
primeiros-ministros são meros servidores públicos que devem prestar
contas à população. A noção predominante, ao contrário, é de que estão
acima do bem e do mal. Em regimes fechados, de homens fortes e
ditadores, é uma questão de sobrevivência guardar uma distância
respeitosa do líder, por mais prosaica que seja a situação.
Não
é por outro motivo que no Zimbábue não se pode nem passar na frente,
ainda que do outro lado calçada, da residência ultra-protegida do
ditador Robert Mugabe. Não é por acaso que na Gâmbia existe uma avenida
inteira no centro da capital, Banjul, permanentemente fechada para o
trânsito, e aberta apenas para o comboio presidencial.
Esse
é um dos motivos pelos quais o Lula (e não sua excelência, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva...) é um sucesso de público quando ele viaja
à África. A seu jeito informal e a seu talento de showman (quando está
inspirado), soma-se a reduzidíssima reverência com governantes própria
dos brasileiros.
Em
Moçambique, Lula estava visivelmente cansado após ter passado por
Espanha e Índia, mas não menos bem-humorado. No mesmo evento com “o
Guebuza”, brincou com Franklin Martins (Comunicação Social) quando ele
foi assinar um protocolo de intenções com seu contraparte local.
“Finalmente arrumaram um papel pro Franklin assinar!”. Virando-se para
Jair Meneguelli, diretor do Sesi: “Vem aqui, Meneguelli, ser
testemunha...”.
Depois
ajeitou a cadeira torta em que iria se sentar o chanceler Celso Amorim.
E era ele a puxar as palmas, feito um adolescente quando quer aparecer
na hora de cantar um parabéns a você.
No
dia seguinte, num encontro com empresários, num discurso cheio de
piadas, reclamou do microfone de pedestal que ia se inclinando para
baixo enquanto falava. “Ou alguém aperta esse microfone ou daqui a
pouco ele vai estar no meu umbigo”. Os moçambicanos se acabaram de rir.
A
popularidade do nosso presidente é altíssima em toda a África, isso não
se discute. Sua mensagem messiânica cai bem num continente cheio de
falsas promessas. Os presentes que ele traz (uma fábrica aqui, um
escritório acolá) são muito bem recebidos, obrigado.
Mas
às vezes parece que, mais do que a substância, o que agrada mesmo aos
africanos é o jeito despachado de um presidente que felizmente não tem
muita paciência para salamaleques. A partir de 2011, com José Serra ou
Dilma Rousseff, o sucesso será o mesmo?
Re: Lula mata de rir os africanos
Realmente as vezes o Lula é bastante engraçado.
Jen- Utilizador do Fórum
- Sexo :
Idade : 31
Número de Mensagens : 326
Localização : Rio de Janeiro
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Re: Lula mata de rir os africanos
e_ê
Se eles vierem pro Brasil então, só vão rir...aqui tem tantas pessoas com grande bom-humor =D
Se eles vierem pro Brasil então, só vão rir...aqui tem tantas pessoas com grande bom-humor =D
bad girl- Utilizador do Fórum
- Sexo :
Idade : 31
Número de Mensagens : 319
Localização : Curitiba- Pr
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