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Fiat em alta!

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Mensagem por Hi-Tech 07/11/08, 07:37 pm

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A
Fiat resolveu voltar ao segmento dos sedãs médios e sabe que, para se
consolidar nessa disputada categoria, é necessário um produto de
destaque. Para isso, ela investiu em um carro global e lançará uma nova
gama de motores no Brasil. Dessa forma, o Linea chega ao mercado nas
versões 1.9 16V, 1.9 16V Dualogic, Absolute e T-Jet, esta com o bloco
1.4 l 16V turbo de 152 cv importado da Itália.

Com uma
expectativa inicial modesta de vendas (2 500 a 3 000 veículos por mês),
a montadora italiana sabe que está entrando em um “terreno de cobras” e
que qualquer desatenção, como uma estratégia de marketing e vendas mal
sucedida, poderá ser fatal. Por isso, o portal Carro Online reuniu o
novato com o Honda Civic, lançado em 2006 e atual líder de vendas nessa
faixa.

Para este comparativo, escolhemos o Linea 1.9 16V
Dualogic equipado com o kit Essence, que adiciona ao veículo rodas de
liga leve de 16”, sensor de estacionamento e ar-condicionado digital.
Nessa configuração, seu preço sugerido é R$ 66 500. De acordo com
estimativas da fabricante, essa opção deverá ser responsável pela maior
parte do mix de vendas do produto. Ao seu lado, emparelhamos o Civic
LXS equipado com câmbio automático, cujo preço tabelado é R$ 70 520.
Convidamos você, nosso leitor, a conhecer de perto as virtudes e vícios
de cada carro em nossa reportagem inédita na internet. Acompanhe!

Mecânica/desempenho

O
Honda traz para a pista seu moderno motor 1.8 l 16V com a tecnologia
i-VTEC, que calcula o melhor tempo para abertura e fechamento das
válvulas. O bloco produz 140 cv de potência a 6 200 rpm e 17,7 kgfm de
torque a 4 300 rpm quando abastecido com álcool. Além disso, conta com
acelerador eletrônico, transmissão automática de 5 velocidades e possui
o Honda Grade Logic Control, dispositivo que gerencia eletronicamente a
escolha da melhor marcha a ser engatada.

A Fiat, por sua vez,
introduziu com o Linea o motor 1.9 l 16V criado por engenheiros
brasileiros e fabricado na unidade da FPT (Fiat Powertrain
Technologies) em Córdoba, na Argentina. Segundo a fabricante, o
propulsor é inédito e conta com um novo sistema de lubrificação,
chamado jet-cooling, no qual os injetores borrifam óleo nos pistões
para resfriá-los e o sistema blow-by, que elimina a pressão causada
pela vaporização do lubrificante. Esse conjunto desenvolve 132 cv de
potência a 5 750 rpm e 18,6 kgfm de torque a 4 500 rpm também com
álcool. O câmbio automatizado Dualogic, de 5 velocidades, oferece a
opção de trocas seqüenciais e uma programação esportiva acionada por
meio de uma tecla “S” ao lado da alavanca. Com ela selecionada, as
marchas são trocadas rapidamente e a um giro mais alto.

De
acordo com nossas medições, o Honda Civic acelerou de 0 a 100 km/h em
12s e precisou de 213,2 m para isso. A retomada de 60 a 120 km/h foi
cumprida em 12s3. O Fiat Linea 1.9 l 16V Dualogic, por sua vez, levou
12s1 para sair da imobilidade e atingir os 100 km/h em um espaço de
210,8 m. Em nossa pista de testes, ele fez a retomada de 60 a 120 km/h
em 12s5.

Vale ressaltar que a unidade disponibilizada pela Fiat
estava abastecida com gasolina e foi enviada diretamente para a pista.
Por isso, não tivemos condições de testá-lo com álcool e extrair os
melhores números. Com petróleo no tanque, os números do Linea caem para
130 cv de potência a 5 750 rpm e 18,1 kgfm de torque a 4 500 rpm. Sendo
assim, os dados acima têm caráter praticamente ilustrativo e demonstram
a paridade entre os dois modelos. Logo, nesse quesito, os sedãs se
equivalem.

Dirigibilidade

Duas escolas diferentes, duas
propostas diferentes. Em termos de dirigibilidade, é assim que podemos
classificar o comportamento de Linea e Civic. Enquanto o veículo de
origem japonesa tem “mais chão”, como se costuma dizer na gíria, ou
seja, o motorista fica em uma posição mais baixa e o carro responde
prontamente aos comandos, o três-volumes de origem italiana posiciona o
condutor de maneira mais elevada, como é característica dos Fiat,
claramente voltada ao conforto.

Não que o Civic fique atrás
quando o assunto é tratar bem seus ocupantes, pelo contrário, sua
suspensão traseira do tipo Double Wishbone é referência no mercado e
alia a esportividade que a Honda quis incorporar nesta geração do Civic
com o conforto que o segmento no qual ele está inserido demanda. Outro
traço notável é a direção com respostas rápidas, o que lhe confere
agilidade acima da média.

Com um conjunto de suspensão mais
convencional (McPherson na dianteira e semi-independente na traseira),
o Linea desponta, ao lado do irmão Punto, como o melhor modelo da Fiat
quando o assunto é dirigibilidade. Porém, o fator que inclina a balança
nesse item a favor do Civic é seu entreeixos, 10 cm maior (2,70 m ante
2,60 m) que o do concorrente. Dinamicamente, esse dado implica em mais
estabilidade e equilíbrio quando conduzimos o modelo em uma estrada,
por exemplo. Por isso, quando o assunto é dirigibilidade, o Honda fica
em primeiro lugar.

Design

O New Civic, como foi
batizado pela Honda, obteve logo de cara o mérito de conquistar não só
os corações dos fãs de sedãs como também o de alguns veículos médios. O
segredo para tanto estava na traseira curta e na silhueta, que lembra a
curvatura de um cupê. Para reforçar tudo isso, até as versões (LX e EX
nas antigas gerações) passaram a ostentar um S para caracterizar a nova
pegada mais esportiva que o Civic exibiria daquele ponto em diante.

O
design de seu interior também é apontado por seu público como um dos
apelos de compra. O painel digital em dois níveis e os instrumentos e
botões bem posicionados compõem um ambiente aconchegante para o
motorista.

Na outra ponta, o Fiat Linea apresenta-se como um
carro elegante e que consegue transmitir uma sensação de robustez a
quem o contempla. Isso é obtido, principalmente, com a inclusão de uma
grade frontal que invade o pára-choque, os faróis amplos e o vinco
lateral em formato de cunha.

Observando os dois lado a lado,
podemos concluir que a época de ouro do Civic começa a decair e seu
desenho está prestes a envelhecer. Que o Linea ficou bem resolvido,
isso é fato, mas ainda falta aquela sensação de “algo a mais”.
Portanto, nesse quesito, nada mais justo que um empate.

Acabamento/espaço/ergonomia

A
grande sacada do Linea, não só em relação ao Civic como aos seus
concorrentes em geral, é a coragem de inovar ao introduzir um interior
que pode mesclar tonalidades claras (nas versões Absolute e T-Jet) e
fugir do estigma de que “brasileiro só gosta de interior escuro”. O
grande problema é quando passamos a analisar a cabine do Linea nos
mínimos detalhes. Algumas peças, como o plástico ao redor da janela
espia do pára-brisa, por exemplo, não têm um encaixe justo com o
restante do painel. O Civic, apesar do interior mais sóbrio, é
primoroso no acabamento e até mesmo o desenho dos componentes internos
favorece a ausência de desníveis ou rebarbas em peças plásticas.

Com
relação ao espaço, retomamos novamente a questão do maior entreeixos em
favor do Civic. Além de ampliar a distância entre os assentos
dianteiros e traseiros, proporcionando mais espaço para as pernas, ele
conta com assoalho traseiro plano, o que melhora consideravelmente o
conforto oferecido aos passageiros. Porém, o grande
calcanhar-de-aquiles do Civic ainda é seu porta-malas, com capacidade
para 340 litros ante 500 litros do Linea. No quesito ergonomia, os dois
carros se equivalem, com controles de fácil interpretação e voltados
para o motorista. Mas a vitória na combinação desta disputa fica com o
Civic.

Manutenção/seguro/garantia

Linea e Civic possuem
garantia estipulada em três anos sem limite de quilometragem, sendo que
o primeiro conta com revisões a cada 15 000 km e o segundo tem
manutenções programadas a cada 10 000 km. Em nossa cesta de peças
composta por amortecedores dianteiros, jogo de pastilhas, retrovisor
direito e pára-lama esquerdo, as concessionárias da Honda pediram R$ 1
418 pelos itens, enquanto a Fiat informa que o preço sugerido aos
revendedores ficará em R$ 1 337 para o Linea (até a época da
finalização deste comparativo, as lojas da marca não tinham a tabela de
preços).
Quanto ao seguro, o valor da apólice para o Civic ficou em
R$ 2 718 contra R$ 2 452 do preço cotado para o Linea. Como os números
provam, o Linea ganha pontos neste quesito.

Mercado/preço/equipamentos

Em
outubro, o Civic registrou números de venda impressionantes. Segundo
dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos
Automotores), o sedã médio da Honda contabilizou no último mês 6 776
unidades colocadas nas ruas. Com isso, ele passou a ocupar a 7ª posição
no ranking geral de vendas, atrás do Chevrolet Celta e na frente do
Fiat Siena, outro sedã, porém de uma categoria inferior. Para ter uma
idéia, o Civic vendeu mais que seus dois principais concorrentes, o
Toyota Corolla e o Chevrolet Vectra, que somaram 6 477 unidades.

Lançado
no mês passado, o Linea contabilizou 938 unidades vendidas, quantidade
bem distante da projeção estipulada pela Fiat. Em compensação, por R$
66 500, o sedã médio da Fiat tem como principais itens de série ABS,
airbag duplo, direção hidráulica, ar-condicionado digital, trio
elétrico, rodas de liga leve de 16”, sensor de estacionamento, MP3
player com comandos no volante, computador de bordo e piloto automático.

Nesse
ponto, o Civic perde por ser mais caro, R$ 70 520, e ficar devendo o
computador de bordo e o sensor de estacionamento. Além disso, o
ar-condicionado na versão LXS conta com acionamento manual.

Conclusão

Descontando
os itens em que ocorreu empate, o placar final ficou em 3 x 2 para o
Honda Civic, com vitória nos quesitos dirigibilidade,
acabamento/espaço/ergonomia e mercado.

O Fiat Linea, melhor
quando se trata de preço e manutenção/seguro/garantia, está no nível de
seus concorrentes, mas ainda não é uma referência no segmento.

O
fato de empatar em alguns itens com o Civic só realça que o modelo tem
qualidades para recolocar a montadora nessa fatia do mercado. Mas, por
enquanto, a liderança continua com o sedã oriental.
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Mensagem por Jen 07/11/08, 09:06 pm

Muito bom!
Bonito o carro! :D
Jen
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