Seca amazônica de 2010 foi pior para a floresta que a de 2005, indica artigo

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Seca amazônica de 2010 foi pior para a floresta que a de 2005, indica artigo

Mensagem por Convidad em 03/02/11, 07:06 pm

Em 2010, a região amazônica passou por uma seca que levou os rios a baixarem de forma inédita. Os efeitos sobre o transporte fluvial e outros aspectos da vida dos moradores locais foram sentidos imediatamente, e agora começam a sair avaliações científicas sobre o que esse fenômeno climático pode ter causado na maior floresta tropical do mundo.


Pesquisa a ser publicada na edição desta sexta-feira (4) da revista “Science” conclui que a seca do ano passado na Amazônia teve uma extensão maior e deve levar a uma maior emissão de carbono na atmosfera que a de 2005.


Menino caminha sobre o leito exposto do Rio Negro durante a seca de 2010. (Foto: AFP)

Usando dados pluviométricos de uma década e tomando como referência a seca de 2005, os autores geraram um mapa que mostra que, em 2010, em 57% da floresta amazônica houve menos chuva que o normal. O índice é maior que o de 2005, quando em 37% da região ocorreram menos chuvas.


Com base nesse dado, os cientistas calcularam ainda a emissão de carbono que a mortalidade de árvores causada pela seca pode provocar, e chegaram à conclusão de que 2010 também tem indicadores piores que 2005.


Mapa mostra como em 2010 o déficit de água, em comparação à média de anos sem seca acentuada, foi maior em 2010 que em 2005 - as manchas escuras indicam maior déficit. (Foto: Reprodução)

Como resultado, em ambos os anos, a Amazônia, em vez de retirar carbono da atmosfera, ajudando a conter as mudanças climáticas, passou a lançar esse elemento no ar, devido à decomposição das plantas mortas, de modo a contribuir para o aquecimento global.


“Se os eventos de seca continuarem, a era de uma Amazônia intacta armazenando o aumento no dióxido de carbono atmosférico pode ter acabado”, diz o artigo. “A seca de 2005 foi tida como um evento que acontece a cada cem anos, mas tivemos outra pior cinco anos depois”, aponta Paulo Brando, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e do Woods Hole Research Center, um dos autores. Ao lado de Brando, participaram da pesquisa Simon Lewis e Oliver Philips, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, Geertje van der Heijden, da Universidade se Sheffield, também no Reino Unido, e Daniel Nepstad, do Ipam.

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Fonte:G1 Natureza

Grato,
Pedro Miguel

Convidad
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